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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Com nascem os bebés?

Olá pais!!
 Depois de uma conversa com os vossos filhos sobre a reprodução das borboletas e de outros animais eis que eles perguntam e os bébes como é que nascem?
Para que ficasse tudo bem explicado contei-lhes esta história que fala sobre o tema de uma forma simples e adequada à faixa etária.
Ora vejam:


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Histórias "Fada Oriana" e "Rapaz de bronze"















Ouvimos estas 2 histórias e gostamos muito!!
As histórias foram lidas por capitulos, cada dia um capitulo.
As crianças andaram mutio entusiasmadas e ansiosas com o desenrolar da história.
Aprendemos ainda que a autora destes livros é a Sophia de Mello Breyner.

domingo, 14 de novembro de 2010

Maria Castanha





 
O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.


Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.

Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.

- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .

- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?

- Quero.

Foram brincar ao jogo do apanhar.

A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!

- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.

Pimba!

O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.

A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.

E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.

Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?

- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.

- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.

- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.

Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.

Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.

E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.

- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.

- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?
A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.

É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.


Autor: Maria Isabel Mendonça Soares,” Contos no Jardim”.

domingo, 10 de outubro de 2010

História " Um Outono de Brincadeira"

1. Marta não sabia o que estava a passar-se com aquela árvore mas via que as folhinhas já não estavam no seu lugar...estavam a cair uma atrás da outra.

2. Então decidiu ajudar a sua querida árvore, levantou as folhas e colou-as com um pouco de cola... não funcionou, as folhinhas continuavam a cair uma atrás de outra.


3. Depois pôs-lhes um pouco de adesivo... e também não. As folhinhas voavam agitadas pelo vento e baloiçando , deixavam-se cair sem pressa no chão.

4. Então decidiu atá-las com fitas e laços...mas isso também não funcionou. As folhas caíam formando um manto amarelo.


5. E depois de muitas voltas ao assunto, disse em voz alta:
Se as folhinhas querem brincar no chão, então brincamos no chão!



6. E foi assim que começou cair entre as folhas, a saltar sobre elas como um coelho, a levanta-las com as mãos e a formar nuvens, a sacudi-las com os pés, a percorrer caminhos inventados, a saltar ao pé coxinho sobre esta e sobre aquela, a tapar-se com elas e a fazer um belo chapéu com as folhas amarelas do Outono.


FIM